Agosto de 2014 – Dividendos recebidos

Agosto de 2014 – Dividendos recebidos

dividend-payout-ratiosEste sem dúvida para mim é sempre o melhor post do mês, eu fico muito feliz em saber que estou caminhando para alcançar a minha meta anual de dividendos que é R$ 6.000,00 de dividendos em 2014, o que me prejudicou foram os 3 primeiros meses do ano que tiveram dividendos pífios, já os outros meses foram dentro da média.

Esse mês recebi o primeiro dividendo do FII Parque D. Pedro (PQDP11) e FII RB Cap I (FIIP11B) onde fiz a compra em Julho, com isso guardada as devidas variações mensais que ocorre os meus rendimentos de FII ficam na casa de 382,00 por mês.

Também caiu os dividendos de algumas empresas:

  • Banco do Sergipe – BGIP4 – Esse banco vem me deixando muito preocupado, seus números vem piorando nos últimos 4 anos, tudo bem que tivemos um momento de dificuldades no setor financeiro, mas isso já foi superado pela grande maioria dos bancos, mas o BGIP continua parado no tempo, alias parado não regredindo, margem bancária em queda, está aqui um sério candidato a sair na minha revisão de carteira.
  • BMF Bovespa – BVMF3 – Pra mim continua na mesma, empresa com bons lucros, FCL positivo, com dinheiro em caixa para um possível investimento, sem dividas. Pessoal reclama muito da BVMF mas é porque ainda não viram os agentes de investimentos dos outros países como NYSE, NASDAQ, Bolsa de Tokyo, etc. Estou preparando um post em que analiso esse setor empresa por empresa, tanto dos USA, quanto Europa e Asia. Você vai se surpreender em como a nossa Bovespa é bem administrada comparada a outras empresas do mesmo setor.
  • Parana Banco – PRBC4 – Estou satisfeito com esse ultimo balanço apresentado, a empresa conseguiu apresentar um excelente resultado, eu vinha acompanhando o esforço da administração na redução dos custos e no programa de crédito. O banco ainda tem muito a crescer e está indo no caminho certo, explorando novas áreas isso muito me alegra como sócio apenas comparando essa administração com a do BGIP enquanto que na crise o BGIP não moveu uma palha no sentido de tentar diversificar, oferecer novos produtos aos clientes, expandir as atuações já o PRBC4 correu na contra mão do BGIP.
  • Totvs – TOTS3 – Pra mim a Totvs será uma das grandes empresas nesse país, eu acredito que o negócio que a empresa está inserida é muito rentável, os números da empresa estão melhores a cada ano, lucro crescendo, margem e LPA também crescendo, com um Payout histórico na casa de 50% mostrando que a empresa tem consciência que precisa investir bastante, acompanhei as ultimas aquisições da empresa e ala tem ficado com um apetite violento para novas aquisições, destaque nesse ano para a compra da IDEIASNET. Nem tudo são flores agora é o momento que o investidor deve tomar mais cuidado, pois é nessas horas de alavancagem que a empresa pode crescer em lucros ou se detonar com dividas, apesar de que até agora ela vem usando o dinheiro de caixa para as aquisições, mas é muito importante ir acompanhando de perto o plano da empresa e verificar se essas aquisições estão gerando caixa para empresa.
Agosto de 2014 - Receita com dividendos BVMF
Ativo Cód Valor
FII AESPAR AEFI11 R$ 4,70
FII AG CAIXA AGCX11 R$ 14,06
FII BB PRGII BBPO11 R$ 20,32
FII BMBRC LC BMLC11B R$ 11,62
FII BC FUND BRCR11 R$ 29,29
FII CX CEDAE CXCE11B R$ 14,32
FII MTGESTAO DRIT11B R$ 18,72
FII OURINVES EDFO11B R$ 11,68
FII GALERIA EDGA11B R$ 17,26
FII EUROPAR EURO11 R$ 26,00
FII ANH EDUC FAED11B R$ 17,44
FII RIOB RC FFCI11 R$ 14,74
FII RB CAP I FIIP11B R$ 13,87
FII S F LIMA FLMA11 R$ 41,39
FII CSHGSHOP HGBS11 R$ 27,60
CSHG JHSF PRIME OFFICES  HGJH11 R$ 9,40
FII CSHG LOG HGLG11 R$ 17,40
FII HG REAL HGRE11 R$ 23,20
MAXI RETAIL  MAXR11B R$ 43,45
FII D Pedro PQDP11 R$ 6,42
BANESE BGIP4 R$ 49,01
BMFBOVESPA BVMF3 R$ 54,69
PARANA BCO PRBC4 R$ 42,50
TOTVS TOTS3 R$ 22,68
Total   R$ 551,76

 

Acompanhe na pagina com as atualizações dos rendimentos mensais e veja como anda a evolução da minha carteira.

Veja como funciona os dividendos no EUA.

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Mercado de imóveis no Brasil: Não estamos na bolha

Mercado de imóveis no Brasil: Não estamos na bolha

corretorHoje faz seis anos do aniversário da crise de 2008, em 15 de setembro de 2008 foi quando teve o anuncio da quebradeira do Lehman Brothers. Bem passado 6 anos podemos nos questionar sobre o que podemos aprender com a história e o que podemos trazer de aprendizado para o nosso mercado brasileiro.

Eu estou lendo atualmente um livro voltado para crises: “Oito séculos de delírios financeiros” dos americanos Reinhart e Rogoff o livro é muito técnico mas bem interessantes para aqueles que querem entender um pouco sobre as crises. Ainda estou na parte das crises soberanas o certo seria escrever esse artigo depois de ler no livro sobre as crises financeiras, mas dado ao aniversário da crise de 2008 resolvi antecipar o post.

Primeiro precisamos entender como ocorreu a crise de 2008 nos USA. O mercado de imóveis americano é totalmente diferente do mercado brasileiro, como disse um amigo, por lá é possível ganhar dinheiro de verdade com alugueis.

O que vou colocar abaixo é baseado nas observações de um amigo que investe e trabalha como corretor no mercado americano, que inclusive foi pra lá alguns meses antes da crise..

O mercado americano

imagem.dllSe aqui no Brasil podemos usar uma média de 0,5% do valor do imóvel como base para alugueis esse percentual no mercado americano vai de 1.0% a 1.5%. Toda essa rentabilidade somada ao crédito fácil foi o combustível ideal para a crise explodir.

Muitas pessoas que tinham um pouco de conhecimento financeiro começaram a pegar empréstimos a juros muito baixos para comprar casas e em seguida as disponibilizava para aluguel. No começo foi uma maravilha, o próprio cara que pagava o aluguel era quem bancava o financiamento do imóvel, com isso você disponibilizava apenas uma pequena entrada e o inquilino ia pagando o imóvel pra você.

Muitos desses inúmeros pequenos investidores alavancaram, ou seja pegavam dois ou três financiamentos simultâneos contando que o mercado permaneceria aquecido por muito tempo. Acontece que com o tempo os bancos começaram a ceder credito para esses inquilinos que estavam pagando alugueis para os pequenos investidores. Com isso os inquilinos deixaram as casas e preferiram hipotecar uma casa própria. O resto da pra você ir imaginando.

Essa meu amigo que comentei no inicio havia comprado uma casa de U$ 500 mil dólares a uns 6 meses antes da crise, duas semanas depois do crash a casa estava avaliada em menos de U$ 200 mil e ele teve que entregar a casa para o banco pois não conseguiria pagar o financiamento, foi mais ou menos assim o drama por lá.

O mercado brasileiro

A uns anos que venho escutando que o mercado brasileiro está com uma bolha imobiliária, que vai haver uma crise nos imóveis como ocorreu nos USA.

mercado_de_financiamento_residencial

Bem eu vejo o mercado daqui totalmente diferente do cenário da crise americana de 2008, é preciso entendermos primeiro o momento em que estão os dois países. No Brasil o crescimento dos preços culminou principalmente com ascensão da classe média, que foi motivado pela bom desempenho da economia do país nesses últimos anos.

O foco das pessoas que estão adquirindo imóveis aqui no Brasil não é para investimento como ocorreu na crise americana, mas as pessoas estão adquirindo imóveis para morar é algo totalmente diferente.

O cidadão que compra um imóvel alavancado para investimento, num primeiro momento de dificuldade ele vai deixar as prestações atrasarem, já um cidadão que acabou de ascender financeiramente e resolve adquirir um imóvel ele não vai deixar aquela prestação da casa dela em atraso tão simples quanto um investidor deixaria. Muitas vezes esse imóvel é o único patrimônio que a família possui.

Portanto eu não vejo a mesma ameaça de crise sistêmica nos preços dos imóveis como ocorreu no USA.

Eu entendo que os preços estão alto e acredito que não veremos esse boom nos preços novamente, visto que a própria economia desaqueceu e não tem caras de que voltará aos patamares anteriores tão cedo. Todavia também acho que os preços não vão cair, eu acredito que os preços irão se estabilizar e voltarão aos crescimentos e ajustes inflacionários mais normais como era no passado.

Nem tudo são flores no mercado comercial

No texto acima eu abordei o mercado residencial de imóveis, agora quanto ao mercado comercial a coisa é outra, nesse segmento eu acredito que vai sofrer um pouco mais que o mercado residencial, motivo que tanto ao crescimento da oferta quanto a queda na demanda nessa área foi muito maior comparado proporcionalmente ao setor residencial.

Durante a ultima década houve uma fúria construtora, em 2012 e 2013 os lançamentos somaram 25 bilhões de reais, maior volume da história. Cidades, principalmente no Nordeste, que tinham apenas alguns parcos edifícios começaram a receber empreendimentos modernos. No Rio teve um mesmo cenário porém ligeiramente diferente, pega-se a revitalização da zona portuária que foi prometido milhão de metro quadrado de escritórios de alto padrão, inclusive o bilionário americano Donal Trump encabeçando a lista de investidores.

O segmento comercial é bem mais cíclico que o residencial, teve uma perspectiva para entrada de novas empresas no país, aumento do consumo nos shoppings centers, coisas que não ocorreram por conta da fragilidade econômica, por isso que podemos constatar que a taxa de escritórios vagos passou de 13% para 18% no ultimo ano.

Então quer dizer que vai acontecer igual aos USA, tudo virar pó em alguns meses ?

Calma lá ! É preciso entender quem investe nesses imóveis comerciais no país, veja bem boa parte deles são construídos por bilionários, não são construturas brasileiras, vamos a um exemplo:

Na Faria Lima foi construído o edifício Pátio Malzoni inaugurado em 2012 tinha o metro quadrado mais caro do país para aluguel. O valor pedido era 240 reais. Até hoje está com uma torre de 19 andares vazia, os interessado querem pagar 180 reais por metro, você acha que o dono está preocupado, nem pensar… os donos são um grupo de bilionários árabes que só disseram que alugam apenas quando o preço voltar a subir.

E o mercado de FIIs

Lógico que nem todos os investidores são bilionários árabes, muitos não podem se dar ao luxo de esperar dias melhores, como é o caso de muitos FIIs então esses tem que ir se ajustando ao mercado, tanto que as cotas de FIIs caíram drasticamente de 2013 para os dias de hoje e a tendência é que encontre um ponto de equilíbrio bem próximo das perspectivas econômicas do país.

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Por isso é importante analisar bem os FIIs que está adquirindo para não pegar Fundo podre, evitar FIIs que estão em desenvolvimento, procurar FIIs com boas localizações e inquilinos de confiança e diversificar e a palavra chave para diminuir os riscos.

Todo os investimentos tem seus riscos cabe a nós sabermos gerenciar.

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Fonte gráficos: Money Academy

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Passo a passo remessa ao exterior pelo HSBC Internet Banking

Passo a passo remessa ao exterior pelo HSBC Internet Banking

386859-Dollar-1338471757-838-640x480Conforme reportei na minha ultima compra eu fiz uma remessa ao exterior utilizando o Internet Banking, antes eu fazia via telefone pois o valor era superior ao limite via internet, depois fiz uma remessa via agente autônomo e por fim agora fiz uma remessa via Internet Banking do HSBC.

Restrições

Não é permitido transferir mais do que U$ 3.000,00  por dia e um limite de U$ 15.000,00 ao longo de 30 dias.

Custos

Taxa de R$ 40,00 + IOF + Spread de Dolar (geralmente em torno de 1.8%)

Sobre os dados do Just2Trade dê uma olhada nesse artigo que tem todas as informações que você vai precisar para realizar o procedimento abaixo.

Passo a Passo

1 – Acesse sua conta no Internet Banking e clique em “Outros Serviços”

2 – No menu ao lado direito localize “Serviços Internacionais” – “Enviar Ordem para o Exterior”

3 – Na tela de envio da ordem primeiro adicione um favorecido clicando no botão “Incluir”

ordem exterior

 

4 – Preencha os dados da Just2Trade ou da sua corretora.

Importante: No campo NOME você deve colocar o nome da corretora e seu Account Number na corretora, não deixe para colocar o Account Number apenas na observação da ordem porque pode ser que a Corretora não consiga visualizar o que você digitou nessa observação, por isso é muito importante já informar aqui o seu Account Number.

ORDEM EXTERIOR 2

5 – Com o favorecido incluído no Internet Banking, selecione-o e clique em CONTINUAR.

6 – Preencha os dados da ordem conforme abaixo:

ordem exterior 3Dica:

Na parte de Despesas de envio ao exterior de preferencia deixe marcado “Eu pago.” porque daí os impostos e taxas são debitados na conta separado e você vai ter a garantia que seu dinheiro irá cair certinho exatamente no valor que você informou.

 

 

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NYSE: Compras Setembro 2014 – AFL

NYSE: Compras Setembro 2014 – AFL

9465085-largeEsse mês seguindo o planejamento de diversificação da carteira, enviei uma remessa para o exterior de R$ 2.200,00 a diferença foi que descobri que é possível transferir pelo HSBC via Internet Banking a quantia de até R$ 3.000,00 diários, com uma taxa de R$ 40,00 e o spread padrão de 1,8% era tudo o que eu precisava de reduzir a cada mês o meu custo de remessa de dinheiro ao exterior. Confira aqui uma tabela com as opções vigentes no mercado.

Voltando ao nosso tópico a empresa que adicionei no meu portifólio esse mês foi a Aflac Inc -AFL, veja dados abaixo sobre a operação:

Compra de setembro de 2014 na bolsa americana
Empresa Código Qtde
Aflac Inc AFL 16

Já atualizei a minha carteira com essa nova aquisição.

Aflac Inc – AFL

American Family Life Assurance Company of Columbus, para os mais íntimos apenas Aflac rsrsrs… ficou como a melhor seguradora durante 3 anos consecutivos, atualmente caiu para a terceira posição, veja que a pesquisa mediu o nível de satisfação dos clientes e se tratando de seguradoras se manter como a melhor por 3 anos num mercado tão concorrido como o americano é um feito para poucas.

Em 2012 ela apareceu na lista das empresas mais admiradas do mundo pela 11ª vez na revista Fortune.

Se acompanharmos os números da empresa podemos ver um crescimento da receita nos últimos 10 anos de 16% a.a.

A empresa vem mantendo um crescimento da margem operacional e esse ano passado a margem atingiu o seu maior índice em 10 anos, alcançando 20%.

Outra coisa que me chamou a atenção é que a empresa possui um Payout baixo e mesmo assim ela conseguiu aumentar o pagamento de dividendos por 31 vezes seguidas, da pra imaginar o que é isso? Ou seja o investidor vem recebendo mais dividendos a quase 8 anos consecutivos.

O LPA – Lucro por ação (EPS) quase que triplicou em 10 anos, tudo isso somado, mostra o reflexo de uma boa administração que soube conduzir a empresa até mesmo na crise de 2008 quando algumas seguradoras grandes quebraram como a AIG, lógico que são seguradoras de mercados totalmente diferentes, mas uma coisa é fato a Aflac passou bonito pela crise.

Os objetivos de crescimento da empresa são sintetizados em dois itens, conforme consta no site de RI da empresa:

  1. Continuar a expandir nossa linha de produtos.
  2. Concentrar nosso crescimento no nosso sistema de distribuição de agentes de seguros independentes e corretoras de seguros.

Como a empresa diz a estratégia é bem simples, o que me agrada muito eu sou adepto do ditado que diz: “o diabo está nos detalhes”.

dados aflac 2014

A empresa possui cerca de 3/4 de sua receita proveniente do mercado Japonês, mesmo assim operacionalmente não parecem existir impedimentos sérios para o crescimento da Aflac no Japão, visto que existe uma pressão demográfica do envelhecimento da população e os recursos governamentais limitados para despesas de saúde sugerem que os japoneses vão continuar a precisar da cobertura dos seguros.

Eu acho que o maior desafio da empresa está em se firmar no mercado americano, visto que esse mercado ainda tem uma expressão muito baixa nos resultados da empresa. Desenvolver novos produtos e melhoras os canais de vendas no mercado americano são o caminho para o crescimento.

Acredito que a Aflac junto com a Visa foram as duas compras que trouxe-me maior satisfação, eu vejo que as empresas tem um mercado muito bom para crescer e ambas são muito bem administradas.

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